As casas de câmbio no Brasil estão sendo mais procuradas. Isso é o que apresentam os dados divulgados pela Associação Brasileira de Câmbio (Abracam), que registrou um aumento de 20% na procura por esses tipos de estabelecimentos, que compram e vendem moedas. De acordo com a Associação, isso se deve à baixa no dólar, registrada durante todo o mês de outubro, e à programação de viagens ao exterior, que costumam se intensificar nesse período de férias, ao final do ano.

O dado é bastante animador já que a principal temporada de viagens ao exterior sofreu com a pandemia, principalmente se comparados os anos de 2019 e 2021, houve uma queda de 80% nos destinos fora do país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE. Se esse era um dado proveniente do recrudescimento da pandemia e seus impactos econômicos, neste ano, com um suspiro na economia e flexibilização das restrições relacionadas à pandemia, o efeito será o contrário. Agências de viagens já registram aumento em 220% na busca por voos e a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) prevê 84 novos voos e 47 frequências adicionais (número de rotas) até fevereiro do ano que vem, ou seja, diferente do aconteceu em 2021, mais pessoas devem viajar de férias para fora do país.

Quem viaja sabe das etapas para viajar com menos dor de cabeça, desde escolher a melhor data, organizar a documentação, hospedagem, até pensar o melhor itinerário para conhecer os melhores lugares. Mas quem viaja para o exterior precisa adicionar a compra de moedas como uma prioridade, já que esta reflete no orçamento da viagem, que pode ficar bem menor caso não seja bem planejada, se tornando então em uma grande pedra no sapato na viagem dos sonhos, ou ainda causar arrependimentos futuros.

“Quando as pessoas vão viajar, ficam tão entusiasmadas que compram as moedas estrangeiras de uma vez e depois percebem que perderam dinheiro e, que se tivessem pesquisado com cuidado e acompanhado as taxas e os preços teriam mais vantagens e não seriam surpreendidas por valores altos” ressalta Mauriciano Cavalcante, gerente de câmbio da empresa Ourominas.

O especialista separou um passo a passo para o turista fazer economia ao comprar moedas estrangeiras:

1.Compre a moeda local antes de sair do Brasil, porque sai mais caro fazer a conversão fora do país, principalmente em aeroportos.

2.Evite comprar moedas estrangeiras próximo à viagem. Compre aos poucos, conforme seu capital, aproveitando a cotação média menor, pois comprando tudo de uma vez, você pode pegar taxas mais altas.

3.Leve sempre um cartão pré-pago, pois ele é mais seguro e serve para o caso de você gastar mais do que levou em espécie. Também é mais seguro em caso de perda, furto ou roubo, pois é possível bloqueá-lo.

4.Prefira moedas locais. Ex.: se for viajar para o México, leve 50% de peso mexicano; Colômbia, compre 50% em peso colombiano. No Canadá, compre 100% do dólar canadense; Europa, (exceto Londres), compre 100% de euro e nos demais países (Japão, Austrália, Suíça, África do Sul), leve 100% da moeda local, pois nessas regiões o Real tem o câmbio valorizado.

5.Evite usar o cartão de crédito, pois ele tem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) muito alto (6,38%) e a cotação da moeda será do dia da compra. E, lembre-se, o IOF cai para 1,1% para quem compra moeda estrangeira em espécie.

Argentina

Caso seu destino final seja a Argentina, se atente a algumas dicas. O dólar no país subiu e o peso argentino desvalorizou bastante, o que significa mais poder de compra para os brasileiros lá. Para se ter ideia, em 2019 R$1 equivalia a 7,50 pesos, agora são 29,87 pesos para cada R$1, isto pelo câmbio oficial. No câmbio blue, o não oficial, cada real pode valer 53,85 pesos argentinos, na cotação de hoje. Vale lembrar que a maneira recomendada de comprar moeda é através do câmbio oficial, em lojas autorizadas, já que o câmbio blue é considerado ilegal para o governo argentino. Com uma conjuntura econômica bastante conturbada, recomenda-se a compra da maior parte das moedas na própria Argentina, pois há um interesse muito grande em moedas estrangeiras, principalmente o dólar, e a compra aqui no Brasil está mais cara. Mesmo assim, é importante levar alguns pesos caso haja imprevistos.



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