Conheça a história do brasileiro que jogou na seleção do Qatar


Para sediar a Copa do Mundo pela primeira vez na história, o Qatar, que enfrenta o Senegal nesta sexta-feira (25), pela segunda rodada, conta com dez jogadores que não nasceram no país. Ao longo da história, os anfitriões do Mundial já naturalizaram vários brasileiros, incluindo Rodrigo Tabata e Emerson Sheik.

De todos os nomes, nenhum deles fez tanto sucesso quanto Fábio César Montezine. O meia é um grande ídolo no Qatar e chegou a ser capitão da seleção local, anotando quatro gols em 22 jogos.

Considerado uma grande promessa da base do São Paulo, o meia era considerado o “irmão mais velho de Kaká”, três anos mais jovem.

Pelo clube tricolor, Montezine foi campeão paulista sub-20 de 1999 e da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2000 ao lado de Júlio Baptista. Mesmo com o destaque, o jogador nascido em Londrina nunca defendeu o time profissional do Tricolor.

O clube do Morumbi queria emprestá-lo ao Santa Cruz, mas o meia tinha uma oferta da Udinese e queria ir para a Europa.

Após entrar em litígio com o São Paulo na Justiça, ele ficou sete meses sem jogar e foi para o Viktoria Plzen, da República Tcheca. Em seguida, foi para o Napoli, que jogava a Série B da Itália, em 2001. Após três temporadas, com 80 partidas e quatro gols marcados, ele viu o tradicional clube italiano entrar em um processo de falência, em 2004.

Para piorar, lesionou o joelho e ficou oito meses sem jogar até ser liberado pelo clube de Nápoles de forma gratuita ao Avellino.

A carreira do jogador mudou após uma transferência frustrada para o México. Assim que voltou à Europa, ele conheceu empresários que tinham contato com o Oriente Médio. Uma equipe do Qatar fazia pré-temporada na Itália.

Era a chance que Montezine precisava para mudar de vida. Após fazer uma semana de teste no Al Arabi-QAT, o brasileiro foi aprovado. E nunca mais deixou o país.

No começo, sofreu com o fortíssimo calor e os costumes completamente diferentes. Depois de um tempo, driblou as dificuldades .

No segundo ano no país foi “dado de presente” pelo dono da equipe para o primo, que era dono do Umm Salal. Em três anos e meio no time, fez tanto sucesso que se naturalizou qatariano e foi chamado pra a seleção do país, em 2008.

“Foi um pedido do treinador (uruguaio) Jorge Fossatti (ex-Internacional), que comandava a seleção. Eu estava em um momento muito bom da minha carreira e aceitei. Estreei com o Marconi e o Emerson Sheik. Eles queriam fortalecer a equipe para as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

“O futebol é uma paixão nacional por aqui. Eles vivem o futebol! Foi muito legal defender a seleção e os jogadores locais nos aceitaram muito bem porque chegamos para somar. Foi uma passagem muito bonita, mas infelizmente não conseguimos chegar à Copa do Mundo de 2010 e 2014. Foram momentos bonitos e fiz gols. Me sinto amado pelo país e pelos torcedores. Foi um lugar que me deu muitas oportunidades e defender uma seleção é o sonho de qualquer jogador”.

Em 2010, mudou-se para o Al Rayyan, no qual teve duas passagens até encerrar a carreira, em 2017. Após pendurar as chuteiras, o brasileiro permaneceu no país e virou treinador. Atualmente, ele comanda um time da segunda divisão do Catar, o Lusail.



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